EDIÇÃO Nº 171 - ANO XV | JULHO / 2014


CONTEÚDO MULTICULTURAL EM FORMATO DIGITAL

Por Joyce Warren

Pensada para divulgação de conteúdo cultural para multiplataforma, a revista eletrônica Marco Zero vem sendo desenvolvida desde 2011. Incubado no Porto Mídia em Recife, o projeto visa criar soluções criativas de consultoria, distribuição, produção e coprodução de conteúdo audiovisual para
tablets, celular, tv, radio e computadores. A revista investe, também, em formatos de crossmidia e transmídia. Ainda em fase de testes, a publicação está no ar com três vídeos – Poema Olho D'Água, Mini Doc Onildo Almeida e Poema Damião Araújo – que tem a produção cultural de Roberto Lessa e da 3 Brasis Comunicação Cultural.

Para o projeto ter o devido alcance e qualidade, ao longo dos últimos anos, os conhecimentos dos envolvidos foram ampliando e tornando-se parcerias para a realização da revista. “Temos o apoio do Porto Mídia, a incubadora de Economia Criativa do Porto Digital no que se refere à parte da assessoria a criação do projeto; a ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários, entidade que congrega cerca de 150 canais em todo o país, responsável pelo Canal Comunitário Brasileiro e a TV e Rádios Universitárias em Pernambuco, que desde o início são nossas parceiras no projeto”,
pontua Mauricio Corrêa diretor da 3 Brasis Comunicação Cultural, que também produz, edita e finaliza os materiais de audiovisual na web; além de viabilizar a concepção de projetos com foco no marketing.

Com relação à inserção de anunciantes no projeto, Mauricio explica que a revista ainda não possui verba pública e por este motivo, é imprescindível a participação da iniciativa privada para manter o negócio. “Estamos criando um setor específico para esse fim de captação e prospecção de negócios para o Marco Zero. A divulgação é feita pela 3 Brasis Comunicação Cultural nas redes sociais e com certeza temos espaços para anunciantes”.

Tendo a revista eletrônica Marco Zero como primeiro produto do projeto “Audiovisual é o Negócio”, que consiste em criar, fora do eixo Sul/Sudeste, uma distribuidora de conteúdos audiovisuais para multiplataformas e também atuar como uma film commission – organização estatal ou paraestatal, que se dedica a atrair realização de produções audiovisuais no seu local de atuação – em Pernambuco. Uma das vantagens da revista é que ela está inserida no ambiente do hipertexto, podendo migrar do cenário cultural, para outros vieses da rede. Voltado para um público que aprecia a arte em geral, Mauricio Corrêa acredita que a revista eletrônica será bem recebida pelos espectadores pernambucanos, por ser uma cidade vanguardista, onde a cultura é arraigada desde o início. “O Recife é uma cidade vanguardista e abarca, sem dificuldades, novas formas de propagação de mídia cultural. Eu diria que não foi à toa que o Porto Digital criou uma incubadora de Economia Criativa. Afinal tecnologia da informação e cultura andam, cada vez mais, juntas. Sendo o Porto Digital um dos maiores centros de TI do Brasil e Recife um centro Multicultural, temos toda a certeza do sucesso de nosso empreendimento”, comemora.

O conceito da revista Marco Zero, além de propagar a cultura pernambucana no meio digital, é viabilizar a produção audiovisual na cidade do Recife, abrindo novas portas para novos conceitos no mesmo formato. No caso do projeto da revista eletrônica em questão, o idealizador do projeto, Mauricio Corrêa explica que o Marco Zero que foi ao ar é uma versão para web, com um formato mais conciso, curto. “Estamos na fase de testes, vendo o que pega e o que não pega”.

Sendo assim, a produção de conteúdos continuará sendo ativa para uma melhor adaptação ao mercado da web 2.0. Mauricio ainda esclarece que o processo inicial do projeto é permeado de premissas, espera e concessões. “Quando se cria um programa ele não vai ao ar direto; é necessário ir vendo, aos poucos, e aí sim, depois, você monta uma estrutura que vai sendo moldada até se tornar um formato viável. Um programa no nosso caso, com formato de uma Revista Eletrônica, terá muitas mudanças. Por isso começamos com poesias e um mine doc. Pois são temas que estarão sempre presentes. O programa que vai ao ar, ainda na web, é um formato que teremos quando ele chegar a TV no segundo semestre. Entrevistas, clipes, dicas e, pode anotar, muito mais novidades vem por aí”, promete o diretor da 3 Brasis Comunicação Cultural.

Na espera por alavancar a revista eletrônica Marco Zero, Mauricio acredita no empreendedorismo com vontade de fazer, embasado no conceito de criação e apresentação de soluções: “Estamos fazendo a nossa parte, talvez a nomenclatura da moda seja startup. Não sei se teremos essa nomenclatura em um futuro bem próximo; afinal, na minha concepção, temos que ter uma Economia Criativa mais forte, com menos dependência do poder publico. Com as novas tecnologias que estão cada vez mais acessíveis economicamente, podemos criar mecanismos de produção, distribuição e divulgação de nossos produtos em várias plataformas”.

Entre o inventar e reinventar de novas tecnologias para novos meios, o produtor lembra que “não devemos esquecer que a partir de 2015 todos os canais de TVs no Brasil serão digitais”. Acreditando que esta certeza “irá mudar o modo de ver e fazer produção de conteúdos para a TV hoje”, Mauricio projeta que as chamadas telinhas, seja no celular, tablet, notebook ou computador, já fazem grande diferença no modo de ver conteúdos audiovisuais. “Não são mais os
grandes estúdios ou as grandes redes de comunicação tradicional que produzem conteúdos, a Netfix já produz series própria e o YouTube também terá produções próprias”, analisa Mauricio Corrêa.

Entre os colaboradores do projeto estão Antônio Roberto (finalização do produto), a produtora Cabra Quente que auxiliou na captação de imagens; Flávio Rocha (direção musical), o escritório de advocacia de Ana Patricia Lopes de Farias – especialista em direitos autorais e assuntos jurídicos na área cultural; Kaika Luiz da Sertão Pop Cariri Produções no Ceará, Cacá Teixeira, Raimundo Nonato Oliveira e Philippe Jones.


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