EDIÇÃO Nº 171 - ANO XV | JULHO / 2014


Marketing digital: Martha Gabriel destaca ingredientes do bolo

27/08/2012




Por Ivelise Buarque

Um dos maiores nomes do marketing digital hoje no país, esteve presente nos dias 18 e 19/08, no Recife, para tratar desta nova cereja no bolo da comunicação: Martha Gabriel. A CIO da NMD New Media Developers ministrou o curso “Marketing na Era Digital: Estratégias, Planejamento e Métricas”, promovido pela Quartel Digital (CE) e Psiu Produções (PE), no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, para cerca de 150 pessoas ávidas por informação, troca de ideias e network. “O poder fica muito mais forte para quem detém a informação. Redes locais ganham importância”, destacou em vários momentos a estrela da festa.

Mas, na ocasião, desvendar este novo mundo e agregar novas possibilidades para o desenvolvimento do trabalho na área eram os principais focos da iniciativa na qual a expert traçou um panorama do princípio básico das mídias sociais: relacionamento. Desmitificando a ideia de que o marketing digital é uma coisa distinta, ela frisou que ele é uma das estratégias de ação do próprio planejamento de marketing, contudo, adquirindo um foco específico: o meio digital. E, partindo desta premissa, mostrou as diferenças do desenvolvimento do ambiente em relação ao processo de trabalho: Web 1 que funciona como a internet das empresas; Web 2 que se caracteriza como a internet das pessoas; e Web 3 que dês destaca por ser a  internet das coisas. “Nós estamos vivendo a Era do cloudcomputing e do crowdcomputing. Mas, eles são velhos. Da época do mainframe. Somos nós gerando coisas o tempo todo para a internet. Anywhere, anytime, by anyone and anything”, ressaltou.

Todo o histórico de dados desenvolvidos ou repassados de uma pessoa para outro é o reflexo disso. Mas, só percebeu-se isto agora porque vivemos sob os benefícios da banda larga que possibilitou maior tráfego e interação maior entre as pessoas, online, de qualquer parte do mundo. E, por isto, hoje, encontrabilidade é um dos grandes perfis das mídias sociais, porque as pessoas querem ser encontradas e encontrar pessoas e coisas pela rede. “69% das pessoas impactadas por boas ações fazem busca na sequência. E a única plataforma que mostra o que as pessoas querem a cada momento é a digital”, destacou.

E aponta que isto só reforça a mudança de comportamento das gerações, na qual passamos de telespectadores para multi-tela e agora somos  teleinterativos. E, desta forma, informa para os críticos que acham que o  universo digital não é positivo para as pessoas que a produtividade, a  busca do conhecimento e os valores não são pautados pela rede. “Alienação vem do que você faz quando está conectado. E, por isto, não adianta discutir se estamos on ou off, pois o que estiver fazendo indica conectividade, porque estamos todos mais integrados, de alguma forma”, aponta.

E, em meio as discussões, cinco pontos são importantes para a conceituada especialista: conteúdo, transparência, influência, pertinência e relevância. Elas pautam ações fundamentais tanto para as ações de marketing como as de atuação digital: desenvolvimento e gerenciamento de conteúdo, monitoramento, marketing de busca e gerenciamento de crise, por exemplo. “Não existe estratégia de marca sem história. Não existe história sem conteúdo. Se você ceder à tentação de só postar conteúdo popular, vai acabar com sua marca. O ideal é o equilíbrio”, disse. E lembrou que o mais essencial são as pessoas. “A evolução das redes sociais acompanha a evolução das tecnologias de comunicação interativa. Tudo está relacionado a plataformas (espaços), mídias (conteúdo) e redes sociais (pessoas), que são coisas distintas que se complementam. Redes sociais são pessoas com interesses em comum. E existem dois tipos de laços nas redes sociais: os fracos e os fortes. Os laços importantes são os laços fortes, que têm ser cultivados com o tempo. Mas, os conhecidos também agregam muito e são estes que, muitas vezes, geram capital social - poder dentro de um determinado grupo. Para que ele cresça é preciso ter boa reputação, influência, interação”.

Confira entrevista com Martha Gabriel:


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