Inovação nas experiências sensoriais: o grande trunfo dos shoppings centers - Por Thiago Monsores

Artigo • 20 de Março de 2019

Referências quando o assunto é varejo, os shoppings centers precisam, sempre, se atualizar. Os empreendimentos comerciais deste segmento devem estar atentos a tudo que envolve tecnologia, consumo, comportamento e mercado para atrair, cativar e fidelizar seu público. O objetivo deve ser, sem exceção alguma, os clientes. As demais pontas serão impactadas a partir do momento que os consumidores se sentirem representados com as novidades e inovações.


A automatização está cada vez mais presente em shoppings, sempre com o intuito de oferecer mais comodidade e eficiência em serviços simples, como o pagamento do estacionamento, por exemplo. Os clientes, porém, já querem mais do que isso. Facilitar a vida deles é meio que um dever do empreendimento. Chegou a hora de pensar além.


É preciso pensar, também, no propósito das tecnologias utilizadas. Robôs, touchscreen e realidade virtual de nada adiantam se não criarem uma experiência interessante e marcante para o público. Experiência, por sinal, é a palavra de ordem para entender o que os shoppings precisam para se reinventar. Esse é o conceito que permitirá aos gigantes empreendimentos do varejo seguirem fortes ante o comércio online, de rápida expansão há anos.


Algumas ações surgem, timidamente, no Brasil. Aliando a criatividade à tecnologia, é possível, por exemplo, gerar descontos para o consumidor final por meio de QR codes após outras compras. O incentivo incrementa o consumo e traz um preço menor, o que favorece lojistas e consumidores. Além disso, também já é possível simular ambientes e situações para verificar qual tênis se encaixa melhor ao seu estilo de corrida, por exemplo.


Por isso, quem pensa que o varejo online veio para acabar com os shoppings centers e mesmo o varejo tradicional não poderia estar mais enganado. O público está ávido por experiências novas. Toques, visões, odores, sensações, novidades, sensações. Na internet, isso é bastante limitado. Além disso, a questão não é apenas facilitar a compra, mas dar ao consumidor a oportunidade de sentir que está investindo seu dinheiro em um bem que o trará uma experiência agradável. Mais do que isso: ter a certeza que ele sabe, claramente, usar seu novo produto. E que irá indicar o que adquiriu.


No amplo leque da jornada dos consumidores, os shoppings centers acabam saindo na frente, principalmente pela capacidade de reunir em um mesmo ambiente várias destas possibilidades de experiências e sensações. Tirar proveito da tecnologia e da inovação para proporcionar algo além da compra de um produto é a grande cereja do bolo do momento. O futuro está a nossa espera.


* Thiago Monsores - CEO da Umclub

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